quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dons de um Dom

Bento Santiago e Capitu, na mini-série CAPITU.
O mais ínfimo dos mentirosos será aquele que afirmar nunca ter desejado o título de Dom.”
Do Latim: Dominus, surgiu o mais pujante dos pronomes de tratamento. Que envolve o dono, de tal honraria, em um vultoso perfil dominador, capaz de torná-lo o dono do “Eu”, Senhor de “Tu” e Mestre de “Vós”. O verdadeiro Dom é, como um mentalista, um mestre da manipulação de pensamentos e comportamentos.
 Todo homem esta na busca dos “Dons de um Dom”, isto é fato consumado. E toda mulher quer provar do Dom do Amor, isto é fato acintosamente consumado pelo famoso Dom Juan. Este dom é de beleza dionisíaca, que culmina no prazer da sedução. Para adquirir-lo é preciso personificar o próprio Dom Juan. Ser capaz de mostrar a força através da gentileza. Fazendo uma mulher se abrir espontaneamente, como uma flor que abre suas pétalas com o calor do Sol. Conduzindo-a ti, como um raio é conduzido a terra. Saboreando-a até fazê-la acreditar que a satisfação só será obtida ao consumir a mesma língua que a devorou. Amando-a até que dela escorra-se leite... Como se tivesse dado luz ao próprio amor. E invadindo teu coração tão completamente, que no momento em que ela ouvir seu título ser pronunciado, este som vibrará e ecoará igual ao badalar de um sino, por todas as suas veias, fazendo todo o seu corpo estremecer... “Dom...Dom...Dom.”
Os varões que descobrem o Dom do Amor, automaticamente, herdam o Dom do Ciúme. Muitos descriminam este dom, pois freqüentemente o interpretam como um defeito. Como se fosse um pecado capital amar alguém de com toda intensidade.  Amor sem ciúme não é paz, mas sim abandono, indiferença. O ciúme acentua a venustidade da mulher, enxergando beleza nos mais singelos detalhes.  Para um ciumento até olhos de ressaca tem sua beleza. Todo Dom deve cultivar o ciúme ágio para que, após as gafes ciumentas, possa cobrar os juros na reconciliação. A verdade é que vale a pena ser um Dom Casmurro e adquirir olhos de ressaca de tanto vigiar o seu amor.  
Mas, dons como o do Amor e do Ciúme só surgem na superação dos medos com o Dom da Valentia, Dom Quixote que o diga: “o medo é que faz que não vejas, nem ouças. Porque um dos efeitos do medo é turvar os sentidos, e fazer que apareçam as coisas outras do que são.” Sem este dom, homem nenhum será capaz de ascender de dominado para dominador. Continuará a viver como o mais recôndito histrião. Nunca viverá o sonho impossível, sofrerá da angustia implacável, perderá a oportunidade de pisar onde os bravos não ousam, se conformará com o mal irreparável, edificará seus inimigos invencíveis, amará o amor casto à distância, pois nunca o cortejará. O dom da valentia é descoberto no repousa da batalha pela liberdade.
Por fim, só se adquire o título de nobreza varonil aquele que, com o Dom da Honra, harmoniza os quatro “Dons de um Dom”. Indivíduos com tal dom são muito raros, e quando encontrados tem sua honra freqüentemente questionada. Um homem honrado deve sempre ter cuidado, pois carrega na sua pessoa as responsabilidades do titulo concedido as mais respeitados homens. Aquele que por descuido desonrar a família, os amigos, os inimigos e a própria palavra, estará fadado ao fracasso, não só como Dom, mas como homem. E como diria, o grande, Dom Corleone – “Passei a vida inteira tentando não ser descuidado. Mulheres e crianças podem ser descuidadas, mas não os homens.”
  Escrito Victor Syas
Música usada como inspiração para este texto - The Godfather Theme - http://www.youtube.com/watch?v=HWqKPWO5T4o

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Colecionador de Marcadores


Colecionadores são realmente incríveis. Eles simplesmente fazem surgir algum tipo afeição ou fascinação por algo, material ou não. E a partir daí, decidem que vão procurar colecionar, cuidar, proteger qualquer tipo de modelo ou exemplar do tal objeto de fascinação que escolheram. Zelam por  suas coleções  como se fossem virgens.  Aliás, existem colecionadores que valorizam mais a virgindade de suas coleções do que as de suas próprias filhas.
É impossível não ficar fascinado ao se deparar com coleções completas. Sejam elas coleções de figurinhas, bolinhas de gude, Tazos, Carros, CDs, filmes, obras de arte, livros, etc. No momento em que as vislumbrarmos, observamos como estão sempre bem cuidadas, organizadas, protegidas, impressionantemente intactas, regadas de atenção e carinho. Cada uma delas tem uma história. Isso é o que mais me fascina.
Meu histórico como colecionador é deplorável. Sempre quis colecionar algo grandioso, mas sequer completei um álbum da Copa! Vergonhoso, não?  Mas felizmente, descobri que sou dono de uma coleção. A qual me identifica muito, por sinal. Talvez, pelo fato de ser escritor e poeta.
Está coleção, em particular, tem a capacidade abranger todos os outros tipos de coleções, pois não é bem definida materialmente. Ela é relativa para cada um. Graças a ela posso clamar o titulo de grande colecionador.
  Eu sou um colecionador de marcadores de páginas.  
Para mim, um escritor, a vida é como um livro. E todo livro tem um marca-página. Um marca-página não é necessariamente um pedaço de papel, mas sim algo que seja capaz de nos fazer dividir, lembrar, marcar, retomar,  guardar partes de histórias.
Minha coleção é produzida exclusivamente por mim e por pessoas que fazem parte da minha história. São pedaços de diversos momentos da minha vida. Como por exemplo, a pedra Hematita que me foi  dada por uma indescritível amiga num momento de despedida; ou meu primeiro CD da minha banda favorita, AC/DC, que comprei com meu primeiro salário; ou a música “All Star”, do Smash Mouth, que virou a eterna trilha sonora da minha mais valiosa amizade.; ou meu filme favorito, Patch Adams, que me fez enxergar a vida de outra forma; ou o eu te amo da minha musa.
Essa minha coleção pode parecer estranha, na verdade ela é. Mas se paramos para refletir, todo ser humano tem sua coleção de marcadores de páginas. Essa coleção é a prova de que existem capítulos na suas historia que merecem um pouco de reflexão e admiração. Um pouco de silêncio.
O mesmo tipo de silêncio que ecoa em você, logo  depois que você coloca aquele marca-página, onde acabou de ler, para não se perder.

 .Victor Syas.
Ps. Um feliz dia do amigo para todos os amigos! Estes são uns dos melhores macadores de página que você pode encontrar inseridos na sua história para dividir, marcar, guardar os melhores capitulos da sua vida!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Desarmando uma dor de cabeça durante o jogo


Chico Xavier com dor de cabeça


 
Ela não marcou hora pra chegar! Surgiu assim do nada, de repente, feito um pop-up.  Pegou-me desprevenido. Logo no início da partida. Meus vasos sanguíneos dilatam-se, maximizam-se feito janelas de pop-ups, começo a sentir a pressão no QG da razão. Nesse momento, um som irritante ecoa por todo meu QG: “PAM!”
Tal som não serve somente para me informar a chegada dessa sensação invasora, mas também para alertar que a segurança foi burlada! “FATAL ERROR!”, Pani no Sistema!
Agora, meu inimigo tem acesso à central de energia.  Desse momento em diante, o coração bombeia dor, pressionando cada nervo do QG. São de 60 a 100 bombardeios p...  Quero dizer, de 60 a 100 batimentos por minuto. 
Enquanto tento conter a dor imitando Chico Xavier, meu cérebro é bombardeado ao ritmo de “T.N.T”, do AC/DC, servindo como uma estressante trilha sonora. Lembro que a bola está para rolar, digo para mim mesmo “eu não posso perder esse jogo”.
Tento relaxar, meditar, dormir! Mas na minha cabeça, a T.N.T não deixa de cumprir  o que promete,  ‘Cause I’m T.N.T, I’m Dynamit  ~ T.N.T, And I’ll win the Fight ~ T.N.T, I’m a power Load ~  T.N.T, WATCH ME EXPLODE!”
Então, decido bater de frente com a dinamite. Me faço um leônidas, um verdadeiro espartano. Suportar a dor até o final do jogo! Até parodiei Rocky Balboa ,“No Pain, No Game”.
Controlado, pego o controle remoto e coloco no canal do jogo. O jogo começa. E é nessa hora que desisto. Saio da sala correndo, na busca pro um analgésico que pudesse desarmar a bomba no meu cérebro.
  Logo, encontro um Dorflex e engulo um comprimido, no seco. Passa um tempo, e sinto a dor de cabeça passar de vez, como se alguém tivesse apagado o pávil da T.N.T com um sopro.
 Depois dessa experiência, reflito e filosofo comigo mesmo: “Dor de cabeça é suportável, mas ela junto com o Galvão Bueno é impossível.”

  .Victor Syas.

domingo, 10 de julho de 2011

Se apaixonando pelo plano de fundo


Arte de Will Murai.
Na pressa de organizar esse blog, desbravei o Google à procura de uma imagem decente  para  servir de plano de fundo. Após uma desgastante procura de 15 minutos, desisti de ficar mais tempo sentado na frente do Pc.  Acabei escolhendo uma estampa do site Camiseteria.  A estampa escolhida foi “Hannya”, cuja autoria é de Will Murai.
Não vou dizer que foi amor a primeira vista. Simplesmente curti o desenho. Afinal, esse estava todo tingido pela minha cor favorita, traçando, em perfil, uma bela jovem de cabelos esvoaçantes. Encarando-me, com uma parte do rosto encoberta por uma agressiva e assustadora máscara japonesa. Por estar com pressa, dei inicio a famosa arte oportunista do Ctrl+C & Ctrl+V. Como num movimento de Iô-Iô, copiei e colei o trabalho de Murai no meu, recém nascido, Blog.
Engraçado... Só depois desse “furto”, parei para me perguntar sobre o que furtei : “Por que Hannya?” e “O que essa máscara significa?”. Curioso, não demorei em recorrer ao Wikipédia, que como sempre estava lá, no topo da primeira página do Google, me esperando com a resposta. É incrível como somos atraído primeiro link do Google, principalmente se for do Wikipédia! Achamos que é tão seguro quanto fazer xixi sentado. Seguimos sem  medo de errar.
De acordo com o Wikipédia,  Hannya é uma máscara que expressa a Dor, o Ciúme e a Raiva feminina. Acredita-seque que a máscara Hannya tem o poder de afugentar os maus espíritos.
Eu simplesmente adorei meu novo plano de fundo! Nada melhor que uma “mulher perdigueira” para proteger um poeta e o seu trabalho contra “maus espíritos”! Podem achar estranho, mas eu sou um amante e admirador confesso das mulheres ciumentas! Como diria Carpinejar, “Pior do que ciúme é a falta de ciúme. A indiferença é uma doença muito mais grave.”
 As conseqüências de ter uma Hannya, na sua vida amorosa, são generosas se começar a observar. Aprenda com a Raposa, “o essencial é invisível aos olhos”.
Com uma Hannya ao teu lado, nunca estará feio, ignorado, isolado, mal-amado, desprotegido, ou triste. Com ela, o relacionamento não se torna hipotermicamente frio. Ao contrário!  A desconfiança arde como febre, mostrando o quanto ela se importa.
Sim, é possível que ela te sufoque, mas nada que te faça um asmático. E vamos combinar, homem que é homem passa a vida toda enfrentando qualquer sufoco para provar que é macho, só não passa por esse sufoco quem tem medo amar.
 Com tal tipo de mulher nem se paga terapia! Hannya que se preze não dissimula a loucura que toda mulher carrega! Mulher gosta de ser vista como problema, que ao tornar-se crise segue para Teorema, para terminar no charme e mistério do mais complicado enigma. Confusão é inteligência!
O Highlight da mulher ciumenta é quando está suplica o esquecimento do rancor mimos, sexo e delicadeza.  O perdão de uma Hannya é intenso e terno a ponto de imaginar “Love me tender” como trilha sonora do momento. Hahahaha.

 Não me importo com ciúme o importante é que ele não falhe! hahaha
 .Victor Syas.